Anais EnAJUS 2025
ISSN 2674-8401
Do Malhete ao Código: A Jornada da Magistratura para uma Transformação Digital
Autoria: Mariana Camargo Rocha, Leonardo Peter da Silva, Janaina Marques Alves, Antônio Alves Monteiro Júnior, Iraci Gonçalves Guimarães
Informações
Sessão 6 - 25/11/2025, 14:00
Mediação: Adalmir de Oliveira Gomes
Resumo
A sociedade da informação, marcada pela interconectividade global e pela linguagem digital, impõe ao sistema de justiça desafios e oportunidades inéditos (Castells, 1999). Tecnologias disruptivas, como inteligência artificial generativa (IAG) e plataformas digitais para audiências e julgamentos, redefinem papéis (CNJ, 2021). Essa digitalização transcende a visão instrumental, exigindo reconfiguração do fazer jurídico: magistrados devem integrar tecnologia, ética e sensibilidade humana, enquanto respondem demandas sociais por velocidade, acessibilidade e eficiência. Dados evidenciam avanços digitais: 90,6% dos processos tramitaram eletronicamente, 99,6% dos novos ingressaram digitalmente, e a taxa de congestionamento atingiu 70,5% – a melhor em 15 anos (CNJ, 2024a). Iniciativas como Justiça 4.0 e IA para análise jurídica otimizam gestão processual e ampliam acesso, transformando juízes de aplicadores lineares da lei em gestores críticos de dados. A educação digital depende de currículos inovadores integrando competências digitais (análise de dados e IA), comportamentais (comunicação e ética) e socioemocionais (aprendizagem contínua, inteligência emocional e empatia digital). Audiências virtuais democratizam a justiça, alcançando áreas remotas e pessoas alheias ao judiciário. Há aumento da inclusão, mas é preciso equilíbrio entre automação e humanização: quem decide, IA ou magistrado? Qual limite ético de uso da automação? Existe possibilidade de a IA substituir juízes? Possíveis soluções envolvem parcerias intersetoriais, foco em alfabetização digital, adaptabilidade e inteligência social, refletindo mudança paradigmática. O futuro exige perfil jurídico-tecnológico, mas com sensibilidade humana (Susskind, 2019). Pesquisas futuras devem explorar barreiras, buscar estratégias para capacitação em contextos limitados. Cabe às Escolas de Magistratura mitigarem lacunas via itinerários flexíveis interdisciplinares, enfrentando escalabilidade nacional.
Palavras-chave
Inteligência Artificial; Sensibilidade Humana; Justiça; ÉticaPDF Todos os trabalhos desta edição